Análises | 29/05/2016 17:09 - Atualizado em 29/05/2016 17:12

Velocidade e monotonia se misturam em The Flash

The Flash chega à Netflix trazendo uma história pouco consistente, efeitos especiais fracos e um protagonista mediano. Apesar disso, está já em sua segunda temporada, indo para a terceira.
Herói mais rápido do mundo ganha adaptação no canal Netflix

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Netflix realmente levou a sério as séries baseadas em super heróis. Demolidor elevou o nível do gênero ao entregar um material muito bem construído na dramaticidade do personagem, na direção geral e principalmente na fotografia, o que nos faz pensar que por vezes estamos assistindo a uma HQ e não a um frame de live-action. Como dito antes aqui no Garagem 42, a Netflix acertou em cheio. Porém, no caso de The Flash, a maré não está muito a favor.

The Flash começa com a história do protagonista, Barry Allen, sendo sucateada e contada de forma muito resumida e pouco explorada. Apesar de usar dos mesmos recursos de flashback que Demolidor, The Flash não entrega uma história tão envolvente quanto. Além do mais, o tom quase indiferente que dão à história de vida de Allen traz um personagem com pouco potencial dramático. Diferente de Matt Murdock em Demolidor, as atuações de Grant Gustin são pouco convincentes. O jovem ator parece carecer de experiência para retratar um Flash que seja menos cômico e mais sério. Porém a atmosfera juvenil da história em sua integralidade não dá vazão à mais complexidade e construção de um personagem.

O interesse romântico de Barry Allen é apresentado logo no episódio piloto. Iris West, filha do Detetive West, cresceu junto com Allen e os dois apresentam uma amizade sólida. Porém a interação entre os dois é construída de maneira leve e  às vezes  um pouco juvenil. Como se saísse de um folhetim para adolescentes. O público logo nota o interesse de Allen por Iris e é deixado com especulações sobre se os dois terão ou não um romance no decorrer da história.

Comparada com Arrow e Demolidor, essa pode ser a mais fraca das séries de super heróis apresentadas na Netflix. Entretanto, apesar das falhas de produção, a série alcançou graça para o público em geral e mantém-se firme em sua segunda temporada. Nos EUA, o episódio piloto se tornou a segunda maior audiência do canal The CW. Apenas The Vampire Diaries fica na frente desde 2009.

The Flash carrega pontos a favor. Principalmente no figurino do herói principal, que manteve-se fiel aos quadrinhos originais. A produção da série está entrelaçada com a produção de Arrow e ambas evoluirão juntas. Pode-se esperar vários crossovers com os dois personagens nos dois universos, que não estão tão separados assim, já que ambos têm Starling City como o cenário principal.

Essa é a segunda vez que a história de Flash é adaptada para a TV por meio de uma séria. Em 1990, com somente uma temporada, a série não sobreviveu. Mesmo tendo nomes de peso em sua produção, como o compositor Danny Elfman (Homem-Aranha). A esperança é de que, com a tecnologia atual, uma história bem construída e sem mais tropeços, possamos ver The Flash em muito mais episódios do que apenas 21, da série original.

 
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Fanática por cultura Nerd em geral. Principalmente as sagas Star Wars e Star Trek. Adora ciência, principalmente a cosmologia. Estuda jornalismo e quer ser uma eterna adolescente!