Agora também dá pra usar elementos do modo Horde durante a campanha

Agora também dá pra usar elementos do modo Horde durante a campanha

Uma grande franquia nunca morre. É o que constatamos mais cada vez que uma série de jogos recebe versões “póstumas”, inspiradas em acontecimentos menos importantes (os spin-offs), ou em episódios ocorridos antes da saga principal (as chamadas prequelas).

Gears of War, da Epic Games, não poderia ficar de fora dessa. Considerado um dos jogos mais influentes da geração (título facilmente constatado ao reparar no número de versões genéricas do game), o shooter teve o seu cíclo fechado em 2011 com o excepcional Gears of War 3, mas volta prometendo mais emoções e serras elétricas com Judgement.

Julgamento

Produzido em conjunto com a People Can Fly (a mesma de Bulletstorm), Gears of War Judgement volta no tempo, logo antes do primeiro game, de 2006, para contar a história de Damon Baird e o seu esquadrão Kilo, que está sendo julgado por ter desobedecido ordens de seus superiores.

A história inteira é contada em forma de depoimento, como se as ações que você realiza no game (atirar, se esconder, fujir) estivessem sendo relatadas, na tentativa de se safar das acusações.

A progressão da campanha lembra algo mais arcade, quase como um desses shooters em trilhos. Você chega a uma parte do cenário, cumpre a sua missão, e depois finaliza a fase, sendo premiado com estrelas pelo seu desempenho.

O toque de novidade da campanha ficou por parte da opção de “desconfidencializar” as missões. No inicio de cada área, o jogador pode optar por revelar algumas informações adicionais no julgamento. Isso adiciona novos elementos à campanha, como a obrigação de se jogar com pistolas em certa fase, ou um gás tóxico que te força a concluir o trajeto em menos de dois minutos.

Totalmente opcional, a opção é interessante, mas não adiciona muito à experiência, já que só aumenta a pontuação final da área. Um jogador mais consistente pode conseguir notas máximas sem muita dificuldade, mesmo sem o auxílio das missões desconfidencializadas.

‘Gears of Duty’

Pela primeira  vez em seus sete anos de vida, Gears of War recebeu mudanças em seu esquema de jogabilidade. Apesar de leves, algumas alterações na configuação de botões mostram uma clara tentativa de “modernização”, trazendo o jogo um pouco mais perto do padrão visto nos principais FPS do mercado. O game também recebeu uma boa quantidade de novas armas, que apesar de bem-vindas, não substituem a boa, velha e ultradesbalanceada Lancer a altura.

De resto, continua tudo lá. Mesmo nas mãos da People Can Fly e sem o acompanhamento do seu pai, Cliff Bleszinski, Gears ainda tem os mesmo soldados pesadões, que se movimentam como carretas desgovernadas, a clássica opção de cobertura e as serras elétricas. Ahh, as serras elétricas. Tudo preciso e prazeroso como na primeira vez.

Will Smith e muito cinza

A parte gráfica também não viu grandes mudanças. Com as limitações do mesmo e antiguíssimo Unreal Engine, Judgement traz um trabalho visual sólido, cheio de bonitas construções e elementos pra dar aquela enfeitada nos cenários. Predominantemente cinza, o jogo parece sentir um pouco de falta daquelas cores saturadas, tão bem-vindas na terceira versão do jogo.

Paduk é um dos novos personagens.

Paduk é um dos novos personagens.

Os novos personagens em destaque têm lá o seu carisma, mas passam longe da dupla Marcus Fenix e Dom Santiago, que lideraram a trilogia. A situação só piora com a chegada da esquisita dublagem em português, que apesar de bem executada, drena aquele restinho de personalidade que restou para os bonecos robustos. Não dá pra esconder a cara de decepção ao ouvir o divertido Cole Train soar como uma versão esganiçada do ator Will Smith, que tem os seus personagens imortalizados pelo mesmo dublador.

Talvez na tentativa de recompensar os fãs pela inexplicavel remoção dos modos Beast e Horde, foi adicionado o Aftermath, uma campanha adicional que pode ser desbloqueada com as estrelas obtidas no modo single player. Com cara de um DLC, a curta campanha serve complemento para a história de Gears of War 3. Pela falta de ligação com o enredo de Judgement, a inserção desse conteúdo passa longe de ser uma boa opção.

A tal modernização também chegou de para-quedas no modo multiplayer de Gears of War Judgement, com o pé na porta. Em menos de uma hora de jogo, você já vai ter rodado pelos inacreditáveis 4 mapas disponibilizados para os modos mais populares. Quem quiser “inovar” também pode experimentar o modo invasão. Com quatro mapas exclusivos, ele mistura de forma inteligente os finados modos Horde, Beast, além do velho Team Deathmatch.

$ea$on Pa$$ e arma$ colorida$

Os dispostos a gastar também podem desembolsar quase 50 pratas no Season Pass, que garante acesso a todos o conteúdo que ainda será lançado para o jogo. As micro transações também estão lá, firmes e fortes. Por uns trocadinhos, você pode desfilar com uma arma laranja brilhante, ou rosa choque. Parece uma escolha bastante inteligente e estratégica para o modo multiplayer, onde todos os inimígos vão ver um dinossauro colorido rasgando os cenários monocromáticos do jogo.

Acima da média

Não dá pra negar. Mesmo sem todo o brilho e importância dos jogos anteriores, e depois da remoção de modos adorados pela comunidade de fãs do game, Gears of War Judgement ainda traz um pacote acima da média, tanto em conteúdo, quanto em qualidade.

Indicado para fãs antigos, sedentos por mais, e para os novatos, que podem e devem começar por essa interessante prequela, pra depois partir para o primeiro jogo da série.

Gears of War Judgement é exclusivo para Xbox 360 e custa R$ 149. A versão física acompanha uma bem-vinda cópia digital do primeiro game da série, que pode ser baixada na Xbox Live.

Limitado, o modo multiplayer ainda oferece uma treta de qualidade

Limitado, o modo multiplayer ainda oferece uma treta de qualidade

Ficha Técnica conheça nosso sistema de notas
Gears of War Judgement - Capa Título Gears of War: Judgement Nota
Plataforma Xbox 360 7.5
Gênero Tiro em terceira pessoa Grau
Publisher Microsoft Studios A
Desenvolvedor Epic Games
People Can Fly
Lançamento 19 de março de 2013
Jogadores Um jogador / Até 10 on-line

Escrito por murilomm17

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