As mina pira no Master Chief. (Foto: Will Christiansen)

As mina pira no Master Chief. (Foto: Will Christiansen)

Lá se foram horas e horas da guerra mais genérica que eu já enfrentei. “Da guerra?” Ou seriam das guerras? Tão iguais que já não sei qual é qual, se é uma, ou se são várias. Com o passar das horas, eu não consigo nem mesmo identificar onde diabos eu vim parar. É uma guerrilha moderna, uma operação secreta, um campo de batalha? Já cansado da rotina de soldado americano revoltado, miro as caixas coloridas e empoeiradas e me deparo com um surrado e desbotado Halo 3. Por que não?

Um bocado de anos se passou, mas os populares joguinhos de guerra ainda têm um rei soberano.

Depois de um bom tempo afastado do velho shooter da Bungie, alguns minutos de contato com o jogo fizeram tudo voltar a ter sentido. Nem as milhões de unidades vendidas e dúzias de gigas de texturas, mapas, armas e equipamentos conseguem fazer os jogos de tiro multiplayer atuais terem o carisma e charme do bando de Master Chiefs coloridos trocando balas e murros em cenários pra lá de suspeitos.

Entenda, o jogo em si não tem nada de mais, mesmo. Aqui você não vai encontrar gráficos de última geração, modos complexos e avançados nem capinhas coloridas para as suas armas. Como um autêntico jogo do distante 2007, a fórmula é básica, parecida com a vista nos milhões de FPS do mercado, mas com um brilho diferente, quase sobrenatural. Tudo parece executado de forma perfeita, sem aquele monte de detalhes chatos que povoa os games do gênero.

A jogabilidade minimalista de Halo 3 te recebe com um abraço carinhoso e uma xícara de chocolate quente, como se você não precisasse se preocupar em dominar e entender os comandos. É sentar o bumbum no sofá e matar e morrer (não necessariamente nessa ordem).

Gráficos dignos de um veterano com tiroteros dignos de adolescente.

Gráficos dignos de um veterano com tiroteios dignos de adolescente.

Essa simplicidade fecha as portas pra toda uma linhagem de pilantras, que tanto incomodam em jogos do gênero, incluindo o próprio Halo 4, que já me tirou do sério mais de uma vez. A falta de recursos e de esconderijos empurra os jogadores para o combate direto, deixando tudo mais rápido e divertido. Aqui você também não precisa temer uma frota de helicópteros, uma gangue de cães mal-encarados ou uma chuva de mísseis. Tudo se resume a encontrar aquela arma boladona em um dos becos do mapa e tocar o terror nos adversários.

Como menção honrosa, ainda dá pra citar a honestíssima campanha single player, que roda em um ritmo incrivelmente satisfatório, superando com folga a versão mais atual da série, Halo 4. Toda dublada em bom português do Brasil, ela fecha a primeira saga dos dois (e não menos brilhantes) Halo: Combat Evolved e Halo 2, lançados para Xbox (o primeiro) e PC.

Se você é fã de shooters multiplayer e ainda não jogou Halo 3, ainda está em tempo para deixar a AK-47 e os tanques de guerra um pouco de lado e embarcar nesse universo de tiros coloridos e pouca gravidade. Para os fãs antigos de Master Chief, que tal tirar a poeira desse clássico? Aposto que você vai sentir-se em casa, como nos velhos tempos.

Halo 3 pode ser encontrado por pouco mais de R$ 50 nos grandes magazines online do Brasil. Na Xbox Live, uma versão digital pode ser adquirida por salgados R$ 79. Jogo exclusivo para Xbox 360.

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Escrito por Murilo Molina

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