Depois de conquistar a sua vaguinha entre os maiores jogos de corrida do mercado, Forza troca os macacões e capacetes pelo espírito jovem de Horizon, que chega todinho dublado em uma versão quase adolescente do idioma.

Festa no deserto

Diferente dos irmãos mais velhos, Horizon abandona todo o climão de circuitos internacionais e simulação e leva os rolês para as ruas do Colorado, nos Estados Unidos, onde não existem regras, códigos de conduta, nem pessoas trabalhadoras.

A desculpa perfeita não poderia ser outra: um super evento que reúne corridas ilegais, shows com grandes bandas de rock e muita gente bonita e serrilhada, que tem as suas atividades resumidas a dançar música eletrônica em tendas armadas no meio do deserto, sem parar nem pra tomar um refresco.

A quente estrada para a fama

Você começa como um rapaz pacato, que resolve participar dos campeonatos com um modesto Volkswagen Corrado 95. Com pouco tempo e esforço, você estará rico, bonito e figurando entre os mais famosos e bem falados, sendo comparado ao lendário Darius Flynt, vencedor das últimas edições do campeonato.

Todos os eventos podem ser encontrados no grande mapa aberto, que representa com competência as paisagens avermelhadas do Colorado, onde é possível passear livremente, sem se preocupar com a conta da gasolina.

Essas viagens adicionam aquela pausa natural e saudável entre as corridas, que te fazem conseguir passar horas em frente ao console. O ritmo também é balanceado por tentadoras ofertas de carros raros entulhados em celeiros espalhados pelo mapa e as simpáticas “jogadas publicitárias”, que te desafiam em diversas tarefas, como sessões de fotografia com as máquinas.

Finalmente encontrou o tal celeiro? Ele sempre tem uma surpresinha pra você

Menos frescuras, mais velocidade

Mas é na hora de pilotar os carangos que a parada fica séria. Forza Horizon não se esforça para parecer com os outros jogos da série, e isso funcionou.

Carros modernos, como o Focus, Também estão por aqui

Apesar de preservar os ótimos efeitos de física e a precisão na direção, marcas registradas de Forza, Horizon deixa de lado toda a incansável tentativa de emular uma sessão de pilotagem real, e foca os seus esforços em ser divertido e funcional.

Mesmo depois de duvidar das novas fórmulas, foi incrível ver como a combinação caiu bem ao jogo. Com as longas jornadas de ponta a ponta do mapa, é um alívio não ter que se preocupar com um carro muito agressivo ou desobediente. Isso, claro, também influencia nas corridas propriamente ditas, que se tornaram mais sujas e desonestas do que nunca.

Os gráficos, polidos e bem modelados, fazem um excelente trabalho, sendo ainda mais bonitos do que o padrão dessa geração. Os belos efeitos de iluminação, combinados às montanhas cheias de detalhes resultam em um visual único. Os automóveis também são diretamente afetados pela luz do sol, mostrando efeitos bastante interessantes.

Rolê solitário

O modo online tem algumas ótimas ideias, grande parte delas trazidas dos outros Forza. Os clubes e o sistema de presentear amigos com carros têm lá o seu apelo, mas não escondem o péssimo modo multiplayer.

Mesmo depois de muita experiência com games de corrida, a Turn 10 conseguiu cometer os mesmos erros, com partidas absurdamente lagadas e carros flutuando como se nada tivesse acontecido. Qualquer vestígio de diversão evapora quando uma Lamborghini te ultrapassa a quase 400 km/h, sendo que 95% dos seus pneus foram absorvidos sobrenaturalmente pela pista. Pra completar, o jogo não oferece um modo offline de tela dividida, eliminando por completo qualquer pretensão de aproveitar o jogo com um amigo sem se passar por um caminhão de humilhações.

Mesmo limitadas, as opções de personalização dos carros são divertidas, abrindo a possibilidade de criar aquele possante dos seus sonhos. Também dá pra modificar a parte mecânica, mudando cada aspecto do motor, sistema de transmissão e pneus. Só não vale colocar neon piscando.

Colorado tupiniquim

A dublagem, tanto dos eventos, quanto dos locutores das diferentes rádios disponíveis, dá o toque final ao jogo. As falas soam bem, como se pela primeira vez não tivessem sido lidas por um ator B. A interação dos locutores com os eventos, acontecimentos e até músicas foi bem implementada e não parece repetitiva.

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Como sempre, a versão em inglês ainda soa mais natural e bem acabada, além de trazer mais conteúdo. Não é uma comparação justa, claro, mas com um pouquinho mais de atenção, teríamos uma versão impecável.

A trilha sonora é bem atual e variada, sendo separada em rádios que tocam estilos específicos. Entre os artistas estão bandas de peso, como Arctic Monkeys, The Black Keys e The Hives, além da sensacional Four Year Strong.

Conclusão

No fim das contas, apesar de errinhos leves e o modo multiplayer quebrado, a Turn 10 conseguiu entregar uma versão sólida e divertida de Forza. Mesmo não sendo o maior fã de jogos de corrida, esse é facilmente um dos três games que mais joguei durante o ano, e certamente um dos favoritos. Recomendado.

Ganhar um caminhão de dinheiro não é uma tarefa difícil

Ficha Técnica
Título Forza Horizon Nota?
Plataforma Xbox 360 8.5
Gênero Corrida Grau?
Publisher Microsoft Studios A
Desenvolvedor Playground Games
Turn 10 Studios
Lançamento 23 de outubro de 2012
Jogadores Único jogador / Multiplayer Online
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Escrito por Murilo Molina

1 comentário

  1. Toninho Torto 21/11/2012 às 14:42

    o murilo, seu bixa, faz um site decente seu lixoso

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